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Copa do mundo 2018: o que levar em consideração em grandes obras

Paulo Cesar Richter

Publicado por: Paulo Cesar Richter

23 março, 2018

Em uma construção estão envolvidos vários profissionais. Além dos cálculos, detalhamentos e soluções importantes, é preciso analisar inúmeros fatores para fazer da obra um projeto de engenharia.

Os projetos devem englobar as soluções técnicas e servir de um norte para os profissionais que executarão os serviços. Existem, ainda, alguns conceitos que devem ser aplicados antes do início das atividades. Itens como orçamento, planejamento e gestão de risco são fundamentais em um empreendimento de sucesso.

No âmbito do planejamento, por exemplo, deve-se pensar em cada detalhe da execução das atividades e muito mais. No caso de grandes obras deve-se avaliar os arredores da região, levando em consideração pontos como trânsito, deslocamento de pessoas, número de visitantes e outros aspectos da mobilidade urbana.

Projetos esportivos, como a Copa do Mundo 2018, são situações excelentes para se avaliar todos esses quesitos. Estádios são construídos, muitas vezes, em locais específicos, necessitando de estudos prévios e obras complementares.

Interessou-se sobre o assunto? Então, continue a leitura deste artigo e veja o que levar em consideração em grandes obras baseando na Copa do Mundo 2018.

Qual a real importância de um projeto de engenharia bem elaborado?

Um projeto de engenharia deve ser capaz de guiar os colaboradores no momento de execução do empreendimento. Ele é responsável por detalhar cada uma das etapas, mostrando o posicionamento de peças e qual a sequência de passos a serem dados.

Os projetos também são utilizados para assegurar que as necessidades dos usuários serão atendidas, utilizando as melhores soluções para tal. Há, ainda, a definição de elementos estéticos e demais aspectos ligados à arquitetura, sem esquecer da funcionalidade da construção.

Outra vantagem de um projeto bem elaborado é atribuir responsabilidades, identificando quem serão os profissionais responsáveis pela execução de cada etapa, o seu prazo de execução e a data prevista para a entrega.

Projetos bem executados contemplam bem mais do que os desenhos e soluções de engenharia. Devem englobar: orçamento, planejamento, controle e monitoramento, gestão de riscos, gestão de stakeholders e a mensuração do impacto de grandes obras.

Todos esses aspectos devem ser realizados antes do início das atividades. A influência de grandes obras, por exemplo, deve ser pensada no momento de viabilidade do empreendimento, analisando a necessidade de construções complementares e/ou a adaptação da estrutura atual.

planejamento e projeto

Orçamento ou planejamento? Qual é prioritário?

Orçamento e planejamento são dois aspectos fundamentais em qualquer tipo de empreendimento. Porém, em obras como os estádios para a Copa do Mundo 2018 eles são imprescindíveis. Pode-se dizer, inclusive, que é a única maneira de garantir o sucesso dos empreendimentos.

Entretanto, não existe uma fronteira clara entre essas atividades. Elas são complementares e inseparáveis: uma depende da outra em um número variado de etapas.

A realização do planejamento nada mais é do que montar o cronograma de execução das atividades da forma mais simples possível. Porém, para executar essa etapa é preciso saber a produtividade de mão de obra, adotada no orçamento. Em contrapartida, ao realizar esse levantamento de gastos é preciso saber qual a quantidade de turnos considerada no plano, entre outras coisas.

Portanto, pode-se afirmar que orçamento e planejamento são ações que devem ser realizadas em conjunto, situação rara de se ver nos principais projetos ao redor do mundo.

Uma prática que pode ser utilizada para a construção de estádios para Copa do Mundo e outras obras de mesmo porte são as lições aprendidas. Ou seja, utilizar de erros e acertos que aconteceram em obras semelhantes, evitando que os mesmos problemas se tornem recorrentes.

Um bom exemplo aconteceu com a cobertura de alguns estádios. Em 2005, na final da Copa das Confederações, na Alemanha, uma parte da cobertura do estádio Walstadion cedeu durante a partida entre Brasil e Argentina. Oito anos depois, às vésperas da Copa de 2014, uma parte da membrana da cobertura da Arena Fonte Nova se rompeu, devido às chuvas. Incidentes parecidos que, certamente, poderiam ter sido evitados.

Qual o impacto de grandes obras?

O que dizer do impacto da construção? Como ficará o trânsito? E, o acesso ao local? Quantas pessoas visitarão o empreendimento por dia? E, em dias de maiores movimentos, como será o fluxo de pessoas? Infelizmente, esse tipo de situação não é levada em consideração.

Tomando de exemplo a Copa do Mundo 2018, na Rússia, vamos pensar na influência que a construção de um estádio em uma determinada região. É preciso pensar em toda a logística, como o trânsito local, acesso de pessoas e na usabilidade após a Copa do Mundo.

A Copa da Rússia terá 12 estádios construídos ou reformados e, obviamente, todos devem atender às exigências da FIFA. Porém, é preciso lembrar que a FIFA é uma empresa privada, então as suas exigências nem sempre estão ligadas ao melhor para a região.

Os engenheiros e demais profissionais devem estar atentos a esses pontos, evitando que as obras se tornem grandes elefantes brancos, como aconteceu com grande parte dos estádios construídos no Brasil.

Todos os estádios, pela televisão, são parecidos. Eles possuem o “selo” de padrão FIFA. Mas a infraestrutura local e as mudanças necessárias para facilitar o acesso e prover um evento tranquilo para o público é de responsabilidade dos gestores do projeto.

A exigência mais forte para grandes eventos mundiais é o prazo. É imprescindível que todos os estádios estejam prontos para a abertura dos jogos. Isso faz com que algumas obras complementares sejam deixadas de lado, como vias de acesso.

cronograma

Assim, os jogos começarão nos dias e horários previstos, mas será que o público conseguirá chegar? Será que um jogo de futebol será sinônimo de diversão ou se tornará uma grande decepção?

Em outros esportes, como o futebol americano, o planejamento foi um pouco diferente. No último SuperBowl, disputado entre Philadelphia Eagles e New England Patriots, o estádio não foi um protagonista negativo, muito pelo contrário.

O jogo foi realizado em Minneapolis, cidade que se preparou para a construção de uma arena de futebol americano. Inaugurado em julho de 2016, o US Bank Stadium custou cerca de U$1,1 bilhão e contou com um plano urbanístico em sua volta.

O projeto incluiu 120 quarteirões com torres comerciais e apartamentos residenciais já construídos e hotéis, supermercado e um parque, ainda a serem construídos. Além disso, há uma demanda para mais de 3.000 apartamentos na região, que antes era formada por grandes estacionamentos.

Segundo pesquisadores, o sucesso ou o fracasso de um projeto de construção de estádio não é definido pelo uso do dinheiro, mas sim nos benefícios para a população local, que devem se inserir dentro de um plano de desenvolvimento urbano.

Os projetos para Copa do Mundo 2018 foram planejados?

O Governo Russo alocou cerca de U$ 10 bilhões para a construção e reforma de 12 estádios para a Copa do Mundo 2018, localizados em 11 cidades. Apenas cinco estão prontos, mas todos passarão por dois eventos-teste até o início do mundial.

Rostov On-Don, Estádio Luzhniki, arena São Petesburgo, Estádio Fisht e Arena Kazan já estão finalizados. Enquanto Otkytie Arena, Samara, Saransk, Estádio Central (Ecateimburgo), Volgogrado, Niji Novgorod e Kaliningrado ainda não foram finalizados.

Nove, dos doze estádios, foram construídos do zero, dois foram reformados e um deles, por fim, foi demolido e, posteriormente, reconstruído. A localização pode ser dividida em cinco regiões, atingindo 77% dos habitantes da Rússia.

localização foi estratégica, buscando diminuir os deslocamentos, uma vez que a Rússia é um dos maiores países em extensão territorial. A divisão escolhida foi: Central, em torno da cidade de Moscou, Norte (São Petesburgo e Kaliningrado), Sul (Sochi, Rostov do Don), Volga (Kazan, Nizhny Novgorod, Samara, Volgogrado e Saransk) e Urais (Ecateimburgo).

Independentemente de serem obras para a Copa do Mundo 2018, ou para qualquer outro tipo de evento, é preciso garantir que as construções sejam planejadas e inseridas em seu local. Elas devem agregar valor ao seu entorno, buscando melhorar a vida das pessoas.

Em vez de pensar apenas nos projetos e na construção em si, é necessário criar um plano de mobilidade urbana, planejando o empreendimento e identificando o que será necessário. Essa é a única maneira de garantir que grandes obras se tornem úteis para sociedade, ao contrário de serem vistas como elefantes brancos. Pense nisso.

E aí, gostou do nosso artigo? Compreendeu a importância do planejamento e de estudos complementares para grandes obras? Então, que tal conhecer a importância de oferecer um espaço humanizado em cidades inteligentes? Não deixe para depois!

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