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Cidade inteligente: o que podemos aprender com Curitiba?

Josi Birckheuer Richter

Publicado por: Josi Birckheuer Richter

25 junho, 2018

O novo urbanismo e a inovação se tornaram, praticamente, pré-requisitos para o desenvolvimento do espaço urbano nos últimos anos. Isso vale tanto para ações individuais, como a criação de novos negócios quanto, acima de tudo, para as políticas públicas. Daí nasceu a ideia de cidade inteligente, um ambiente projetado para as pessoas. E, aqui no Brasil, um dos melhores exemplos que temos é Curitiba.

Se você ainda não ouviu falar das smart cities, não tem problema, falamos delas aqui. Afinal, elas devem se tornar cada vez mais frequentes daqui a alguns anos. Administração pública ou iniciativa privada que querem bons resultados, vão cada vez mais se preocupar e evitar desperdícios de recursos. Tudo precisa ser devidamente coordenado. Se implementada corretamente, essa modalidade de cidade vai contribuir para a qualidade de vida e desenvolvimento socioeconômico.

Para que você entenda melhor sua importância, vamos explicar esse conceito e depois, ver como Curitiba se tornou um exemplo de smart city. Acompanhe.

O que é uma cidade inteligente?

Antes de aprofundar mais o conceito, vamos alinhar os conceitos e o entendimento sobre smart city.

O conceito de smart city, como é normalmente chamada, refere-se a ambientes urbanos planejados, que promovam a inclusão com informação. A tecnologia é um dos fatores que contribuem  para otimizar os processos das cidades, desde o transporte até o consumo de energia. A ideia, na verdade, nasceu da ficção científica do século 20, com diversas histórias falando de cidades quase 100% automatizadas.

Hoje em dia, as cidades inteligentes são aquelas preparadas para receber o cidadão, com ruas caminháveis, espaço para ciclistas, acessibilidade, transporte público, e a tecnologia facilita a coordenação de esforços em larga escala. Por meio da comunicação e de novos recursos, é possível garantir o mínimo de desperdício e o máximo de funcionalidade para todos os sistemas. O resultado é um aumento considerável na qualidade de vida da população.

Colocar uma cidade inteligente em prática pode ser um pouco difícil no começo, pois haverá muitas mudanças estruturais. Porém, com o tempo, esse investimento se compensa de maneira significativa, pois tanto empresas quanto a máquina pública tendem a se tornar mais produtivas.

paradas de onibus de curitiba

Como Curitiba se tornou uma smart city?

O que classifica uma cidade como “inteligente” nem sempre é algo específico. Por isso, há tantas avaliações e grupos para fazerem tal reconhecimento. Porém, há vários critérios envolvidos, sendo alguns deles bem claros. Vamos ver aqui algumas das características de Curitiba e como podemos aprender com elas:

Planejamento urbano de qualidade

Um ambiente bem planejado, quase sempre, é mais funcional do que o desenvolvido sem cuidado e que, depois, precisou ser corrigido. Salvo raríssimas exceções, claro. No caso desta cidade, não houve um planejamento anterior à sua construção, mas ocorreram diversos esforços de reestruturação a fim de o ambiente urbano se tornar o mais sintonizado e funcional possível.

O planejamento do espaço facilita diversos outros esforços no longo prazo. Por exemplo, é muito mais simples planejar a mobilidade urbana, como as linhas de ônibus, metrô, trem, rodovias e ciclovias, quando você já sabe onde a maior parte da população vive e para onde devem se deslocar ao longo da semana. Tanto que, graças a essa reestruturação, a cidade se tornou uma grande referência de transporte público no mundo inteiro.

Preocupação com sustentabilidade

Uma cidade inteligente também é aquela que se preocupa com sua longevidade e a qualidade de vida de seus cidadãos. Um dos aspectos que sempre entram em jogo é a preservação ambiental. Afinal, uma cidade com áreas verdes e vegetação bem distribuída é melhor para seus cidadãos, pois reduz a poluição e dá às pessoas um espaço para praticar atividades ao ar livre, entre outros fatores. Tudo que faz bem à saúde.

Sustentabilidade também diz respeito ao consumo de energia, tratamento de lixo e coordenação dos órgãos públicos e empresas nesses processos. Priorizar materiais recicláveis é uma iniciativa mais individual, mas estimular essa escolha e ter um sistema capaz de receber este material e reutilizá-lo é um esforço conjunto.

jardim botanico curitiba smart city

Foco nas necessidades dos habitantes

Curitiba é considerada uma smart city não porque usa muita tecnologia em seus processos. Ela ganhou esse título pela forma como usa essa tecnologia. Todas os recursos são aplicados de forma a atender alguma das demandas básicas que todos os cidadãos têm. E quanto mais necessidades são atendidas, melhor a cidade tende a funcionar como um todo.

Serviços simples — como mobilidade pública, atendimento de saúde e distribuição de energia — podem ser mais bem coordenados quando há um sistema tecnológico auxiliando. Mesmo o secretário mais disciplinado não consegue manter o controle de tudo isso em sua agenda.

Inovação em todos os estágios da administração

Este é, definitivamente, o ponto mais forte desta cidade. Inovar é um pré-requisito em toda cidade inteligente, pois não é possível lidar com os mesmos problemas sempre da mesma forma e esperar que os resultados sejam melhores. A aplicação da tecnologia precisa ser estratégica e criativa, o que exige a participação de profissionais de todos os níveis.

Diante disso, nasceu o Vale do Pinhão, uma referência ao Vale do Cilício dos EUA. Em resumo, este vale é um ecossistema de inovação que reúne qualquer iniciativa para melhorar a qualidade da cidade. Novos sistemas de transporte, melhor administração, desenvolvimento e melhoria de ensino etc. É um ambiente totalmente dedicado a criar soluções para melhorar a cidade.

Cadeias de comunicação eficientes

Por fim, mas não menos importante, a tecnologia contribui para uma melhor comunicação interna. Se um órgão público não está ciente dos problemas da cidade ou não tem dados precisos sobre a situação, é bem mais difícil tomar uma atitude eficaz. O resultado, nesses casos, costuma ser uma série de tiros no escuro até encontrar a resposta certa.

Aplicar a tecnologia para melhorar a comunicação da máquina pública e de empresas que contribuem em inovação já resolve metade do problema. Assim, as partes interessadas sempre saberão como se coordenar para prestar o melhor serviço, sem desperdiçar recursos no caminho.

Com toda essa informação, você já deve entender como Curitiba conquistou seu título de cidade inteligente. Agora só precisamos aprender com esse exemplo e melhorar os outros espaços urbanos.

Quer saber como devem estar as smart cities daqui a algum tempo? Então, veja nosso artigo sobre a construção de cidades inteligentes ao redor do mundo!

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