Richter Gruppe Empreendimentos & Participações

Junte-se a nós e invista em empreendimentos inteligentes.

As previsões para construção de cidades inteligentes no mundo

Josi Birckheuer Richter

Publicado por: Josi Birckheuer Richter

21 maio, 2018

De acordo com o Centro de Estudos em Administração Pública e Governo da Fundação Getúlio Vargas, a construção de cidades inteligentes se faz possível basicamente a partir da confluência de duas tendências: a urbanização e a revolução digital.

Em 2016, a Organização das Nações Unidas publicou o “Relatório Cidades Mundiais”, indicando conquistas, capacidades e desafios das dinâmicas envolvidas no processo de crescimento urbano.

O documento indicava que, se em 1990, 43% da população mundial vivia em áreas urbanas, 25 anos depois, o número subiria para 54%. O relatório ainda apontou que, apesar das diferenças regionais no crescimento das populações urbanas, nenhuma região do mundo apresentou declínio nos índices de urbanização.

Em relação à tendência digital, presenciamos, com o avanço das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), o aparecimento de plataformas de redes digitais amplas, que instauram um nível de conectividade inédito nas relações das populações em níveis local, regional e mundial.

Com essas duas vertentes, entendemos que as cidades inteligentes propõem a aplicação de tecnologia de ponta no desenvolvimento dos serviços públicos, aliando inovação e eficiência na gestão dos processos urbanos, sustentabilidade e integração cidadã. Nesse cenário, vejamos quais as previsões e expectativas de tal dinâmica urbana.

Cidades inteligentes: uma construção processual

Quando pensamos no processo de construção de cidades inteligentes, estamos nos referindo a um desenvolvimento que vai da estratégia à implementação. Especialistas internacionais apontam quatro estágios no avanço e na transformação das cidades em direção a um panorama inteligente: vertical; horizontal; conectado; inteligente.

A primeira fase indicaria a aplicação de tecnologias aos serviços urbanos, com a participação ativa da gestão dos municípios. A fase horizontal, por sua vez, prevê a expansão da infraestrutura introduzida, compondo uma integração mais nivelada.

A fase seguinte objetiva o funcionamento interoperável, envolvendo cidadãos, serviços, empresas e instituições. Por fim, a fase inteligente, apontada idealmente como última etapa, indica uma atuação urbana em tempo real, inovadora e capaz de análises preditivas.

Da gestão à integração, promovendo uma nova forma de viver a cidade, a partir da inclusão digital cidadã, o que os estágios mencionados apontam é uma mudança estrutural, capaz de revolucionar a experiência urbana, potencializando soluções e a superação de velhos e novos desafios.

Quais as iniciativas de tal processo?

A construção de cidades inteligentes envolve, como vimos, serviços públicos integrados a sistemas avançados de informação e comunicação. A título de exemplo, no que se refere à mobilidade urbana, uma smart city propõe um planejamento que repensa as vias e sistemas de transporte, diminuindo o engarrafamento.

Em relação ao sistema energético, o foco passa a ser nos princípios de eficiência, redução de consumo, captação e alimentação inteligente, conjugados ao uso de fontes alternativas. No que diz respeito à saúde e educação, as plataformas digitais passam a ser ferramentas poderosas em soluções inovadoras.

Esses e muitos outros processos no cenário urbano resultam no empoderamento dos cidadãos, em transparência na gestão, bem como em dinamização e inovação, impactando a maneira de viver na cidade por meio de sistemas eficazes e atualizados.

ciclista

Avanço global

Cidades internacionais reconhecidas como smart cities conjugam elementos, como autonomia administrativa, projetos sociais criativos e transformadores potencializados com tecnologias, participação de lideranças urbanas e sustentabilidade. Nem todas as cidades necessariamente portam todas essas características, mas encontram-se no centro das atenções Nova Iorque, Amsterdã, Singapura, Hong-Kong, Sidney, Toronto, Copenhague, dentre outras.

Em Singapura, por exemplo, encontra-se um polo científico multidisciplinar direcionado ao desenvolvimento de pesquisas com soluções sustentáveis frente aos impactos ambientais urbanos. Na China, o governo desenvolveu diversos aplicativos móveis para que os procedimentos administrativos pudessem ser acompanhados na palma das mãos dos cidadãos.

Já na Europa, em Amsterdã, apresentam-se soluções inovadoras em relação ao fornecimento elétrico, com monitoramento e controle do rendimento energético avançados. Em Copenhague, por sua vez, o avanço significativo se dá no eixo da mobilidade urbana, pois o número de bicicletas ultrapassa o número de veículos em 5,2 vezes, e a cidade investiu em diversas áreas destinadas de maneira segura aos ciclistas.

No eixo americano, Nova Iorque se destaca com um plano de atuação que envolve sustentabilidade, resiliência, crescimento e valor. A modernização da infraestrutura urbana, de maneira geral, é uma direção forte em uma cidade altamente dinâmica e competitiva.

Perspectivas

A International Data Corporation, principal fornecedora de inteligência de mercado no âmbito das tecnologias de informação e comunicação do mundo, no início deste ano, publicou um Guia de Gastos de Cidades Inteligentes que mostrava que os gastos com iniciativas tecnológicas desse segmento chegariam a 80 bilhões de dólares em 2018. A previsão é que esse valor suba para 135 bilhões em 2021.

Além disso, mundialmente, o impulso econômico trazido pela difusão e desenvolvimento de diferentes tecnologias aponta para um substancial avanço de conectividade, indicadores móveis e plataforma de compartilhamento de dados — áreas que confluem para a construção de cidades inteligentes.

Avanço nacional

Algumas iniciativas em diferentes cidades brasileiras indicam a construção de smart cities. Em algumas cidades, como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, dentre outras, foi implementado o sistema de transporte rápido por ônibus (BRT), modelo concreto de mobilidade urbana integrativo e tecnológico.

No Ceará, Laguna foi uma cidade inteligente projetada no município de São Gonçalo do Amarante, com uma proposta social de um ambiente construído, integrando sistemas tecnológicos que respeitam o meio ambiente e focam em qualidade de vida para seus habitantes. A iniciativa busca suprir o déficit habitacional da região de maneira inovadora.

Em Barueri, na cidade de São Paulo, está em andamento o projeto de implementação da Rede Inteligente (Smart Grid), iniciativa da distribuidora de energia elétrica AES Eletropaulo. Trata-se de um sistema de recepção de dados relativos ao fornecimento de energia, de maneira integrada, permitindo que clientes tenham acesso às informações de consumo em diversos canais de comunicação e em tempo real. Essas informações também auxiliam na identificação de falhas e na manutenção rápida e eficiente.

Perspectivas

Em 2014, foi criada uma Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, que é composta por representantes municipais, acadêmicos e empresariais de desenvolvimento tecnológico e econômico. Essa rede criou o Projeto Brasil 2030: Cidades Inteligentes e Humanas, voltado para a transformação e o desenvolvimento das cidades, criando ecossistemas de inovação.

Mais recentemente, em março deste ano, foi anunciada a criação do Observatório Brasileiro das Cidades Inteligentes, durante a Smart City Expo Curitiba, iniciativa que busca aproximar o Brasil das tecnologias do Vale do Silício, núcleo norte-americano de educação, pesquisa e tecnologia de ponta.

Com todas essas e outras iniciativas, a construção de cidades inteligentes torna-se, cada vez mais, uma realidade brasileira, com projetos inovadores que conjugam soluções tecnológicas urbanas nas áreas da saúde, segurança, educação, meio ambiente, mobilidade e habitação, com estratégias de gestão avançadas e integrativas.

O desafio global passa a ser a apresentação de soluções inteligentes para o desenvolvimento com mais equidade para todas as cidades do mundo.

Gostou das perspectivas apresentadas neste post sobre construção de cidades inteligentes? Utilize suas redes para propagar essas informações! Compartilhe este texto!

Fale com a gente

+55 51 98585-0651

+55 51 98585-0651 falecom@richtergruppe.com.br
Av. Benjamin Constant, 1126 - sala 1002
Prédio Profissional Hickmann - Centro - Lajeado/RS
CEP 95.900-104
Fale com a gente

+55 51 98585-0651

+55 51 98585-0651
falecom@richtergruppe.com.br
Av. Benjamin Constant, 1126 - sala 1002
Prédio Profissional Hickmann - Centro - Lajeado/RS
CEP 95.900-104
Facebook Instagram Pinterest Vimeo Google+
Abrir Chat
Close

Dúvidas? Entre em contato