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Arquitetura e urbanismo sustentável: é possível construir sem destruir?

José Paulo Richter - Juca

Publicado por: José Paulo Richter - Juca

8 maio, 2018

Quando pensamos em arquitetura, pode nos ocorrer a ideia equivocada da construção e engenharia civil reduzidas a um mar de concreto na paisagem urbana. Mas essa fantasia reducionista a respeito do progresso urbano é sabidamente ultrapassada e foi substituída por uma concepção ampla de sustentabilidade.

A aliança da arquitetura com o urbanismo sustentável resulta na transformação de espaços, a partir de construções e suas respectivas manutenções, utilizando os avanços da técnica e da arte de forma a promover qualidade de vida e equilíbrio ecológico.

Esse tipo de manejo e modificação do cenário urbano envolve, em seu princípio, prudência na utilização dos recursos disponíveis, considerando as necessidades das gerações atuais e futuras. Vamos entender um pouco mais sobre o conceito de sustentabilidade.

Entendendo um pouco mais sobre a sustentabilidade no cenário urbano

Por ocasião da Segunda Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ocorrida no Brasil em 1992, surgiu um documento que propunha princípios e ações para um desenvolvimento sustentável. Em meio às recomendações, dicas a respeito do gerenciamento de resíduos sólidos foram destaque.

Nesse documento, na seção direcionada a essas ações, apresentou-se o princípio dos 3 R’s, como atitudes básicas para a economia de recursos: Reduzir, Reciclar e Reutilizar. Desde estão, essa proposição ultrapassou em muito o segmento inicial, tornando-se um modelo no campo da sustentabilidade.

Posteriormente, foram acrescentados dois R’s, enriquecendo o princípio: Repensar os hábitos de consumo e descarte; Recusar produtos, empreendimentos e construções que prejudicam o meio ambiente. Propomos aqui analisar os primeiros 3 R’s, aplicados ao cenário urbano, de forma a conceber a arquitetura junto a um urbanismo sustentável, provando que é possível construir sem destruir.

cidade com sol se pondo

Reduzir

Um urbanismo sustentável implica não apenas em práticas de redução de resíduos sólidos, por exemplo, com gerenciamento e descarte adequados do lixo produzido pelas cidades. O princípio da redução envolve também noções como mobilidade urbana e seletividade na localização de áreas a urbanizar.

Quanto à mobilidade urbana, temos que um planejamento estratégico, que valoriza alternativas à tradição das metrópoles modernas em investir no intenso fluxo de veículos, preocupa-se com melhorias na acessibilidade e com um urbanismo ecológico, por meio da minimização de impactos ambientais.

Criar vias de acesso diversificado entre os bairros, investindo em conectividade e revitalizando caminhos para conforto e segurança dos pedestres, reutilizando vias para circulação de bicicletas, e alargando ruas para investimento em transporte público é uma excelente estratégia desse eixo. Isso porque, no processo de planejamento urbano, ocorre uma redução das distâncias conjugada à otimização do tempo e da utilização de espaços.

Paralelamente, temos uma redução significativa da emissão de gases altamente poluentes e, consequentemente, de seu impacto na atmosfera. Vemos ainda uma minimização da poluição sonora produzida pelo excesso de veículos circulando pelas vias.

Por outro lado, o investimento em planejamentos estratégicos valoriza espaços livres conjugados às construções, promovendo um desenvolvimento urbano sustentável e diverso, eliminando a noção de empreendimentos que ocupam espaços aos moldes de uma expansão desordenada.

Reciclar

Reciclar a cidade significa planejar espaços de outra maneira, pensando alternativas que proponham novas formas de ocupação urbana. Assim, é possível implantar um uso misto do território, oferecendo diversidade como comércio, moradia, lazer, trabalho e educação de maneira agrupada, viabilizando diversidade e reaproveitamento urbano.

Pode-se pensar ainda a reciclagem dos sistemas de abastecimento energético, de ventilação, de saneamento básico e de drenagem dos terrenos. Isso inclui, por exemplo, a valorização de energias alternativas e renováveis, o respeito à paisagem natural e o escoamento de água das chuvas de modo a evitar enchentes, associada à introdução de interceptores para reaproveitamento desse recurso.

O sistema de iluminação é outro elemento importante a ser pensado no eixo da reciclagem. Investir em espaços bem iluminados significa proporcionar segurança e ambientes atraentes. A iluminação natural também deve ser incentivada, a partir de planejamentos de construções que valorizem a entrada da luz natural e seu aproveitamento, incluindo também a circulação de ar fresco e limpo.

Reutilizar

Reutilizar significa dar prioridade aos processos de gestão e valorizar a história, a cultura e os recursos da cidade, sem esgotá-los. Alternativas ao desaparecimento de construções antigas por meio de demolições, processo que descaracteriza o cenário urbano e traz prejuízos em relação a empreendimentos já estabelecidos, são uma forma de se pensar em reutilização no cenário urbano.

Programar e executar a revitalização de espaços urbanos, junto com a implementação de espaços verdes, também significa pensar no urbanismo sustentável em territórios que podem estar subaproveitados e que carregam um potencial de valorização muito grande.

A revitalização de parques, por exemplo, pode ser pensada a partir do equilíbrio entre áreas verdes e áreas construídas, com plantas proporcionando sombreamento e circulação dos ventos, impedindo a formação de ilhas de calor causadas pelo excesso de construções de concreto.

mãos sobre o verde

Por um desenvolvimento urbano saudável

A noção de desenvolvimento vai muito além da ideia de simples crescimento desordenado. Associado a isso, o urbanismo sustentável, como vimos, inclui uma complexa equação entre ecossistemas e ação humana, considerando garantias de qualidade de vida a médio e longo prazos.

A cidade, tomada como organismo complexo, precisa conjugar seu desenvolvimento aos princípios da sustentabilidade, promovendo gestão inteligente, acessibilidade, neutralização dos impactos negativos, promoção da diversidade.

O que se vê é que o urbanismo sustentável, ao contrário de propor uma freada na expansão das cidades, preconiza um desenvolvimento ligado à promoção ecológica de alternativas que agregam tecnologia e eficiência sem destruir ou esgotar os recursos disponíveis.

A construção sustentável das cidades

Os valores sustentáveis em arquitetura e urbanismo agregam à recuperação da concepção das ruas como espaço de convivência e circulação de pessoas, uma diversificação do uso de recursos, de modo a não acabar com sua disponibilidade.

Como vimos, compactar núcleos urbanos permitindo melhorias na mobilidade, aperfeiçoar a expansão urbana e a modificação dos espaços de forma a promover qualidade de vida e minimizar impactos ambientais são algumas maneiras de ocupar espaços de forma inteligente, utilizando, para tanto, meios técnicos avançados.

Pensar em construções ou ampliação de empreendimentos requer um planejamento que leve ao desenvolvimento sustentável como princípio ético na política de alteração dos espaços urbanos, e promove o compromisso de todos pelo bem-estar comum.

Gostou de descobrir maneiras de manter e valorizar sua cidade a partir da noção de uma arquitetura que conjuga o urbanismo sustentável? Siga nossas redes sociais e acompanhe muitas outras curiosidades e experiências urbanas empreendedoras. Estamos no Facebook, Instagram, Pinterest, YouTube, LinkedIn e Vimeo.

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